• contato@redeintegracaofarma.com.br
  • 11 4081-1028

iFood impulsiona digitalização e registra alta de 73% em pedidos de farmácia

A digitalização do varejo farmacêutico brasileiro ganha um novo e expressivo capítulo com os dados divulgados pelo iFood. A plataforma, que atua como ponte tecnológica e logística entre consumidores e farmácias licenciadas, registrou um crescimento de 73% no volume de pedidos do canal farmácia no primeiro quadrimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse ritmo acelerado, que supera a média de crescimento da plataforma como um todo, consolida a vertical como uma área estratégica para a empresa.

Atualmente, o iFood conta com mais de 22 mil farmácias parceiras ativas, distribuídas em 984 cidades do país. Esse número representa um aumento de 23% em relação ao mesmo quadrimestre de 2025, evidenciando uma expansão consistente e contínua. Em entrevista exclusiva ao Guia da Farmácia, o Diretor de Growth do iFood, Victor Blumenthal (foto), enfatiza o papel da plataforma. “O iFood não vende medicamentos: somos tecnologia e logística. Conectamos consumidores a farmácias licenciadas e ampliamos digitalmente o raio de atuação dessas lojas”.

Modelo de negócios e abrangência

O iFood atua de forma bastante pontual com o varejo farmacêutico: a plataforma não compra, não armazena e não revende medicamentos. A dispensação, o estoque e a responsabilidade técnica farmacêutica permanecem integralmente com a farmácia parceira. Essa abordagem garante a conformidade com as exigências do setor e a segurança do consumidor.

A base de farmácias parceiras é diversificada, incluindo grandes redes nacionais, redes regionais e farmácias independentes. Cerca de metade da base é composta por perfis que não se enquadram nas grandes redes. “Desenhamos variações do modelo para atender a todos os perfis de rede, e o resultado aparece na base”, explica Blumenthal.

Uma das próximas frentes de crescimento da plataforma é justamente a capilaridade, com foco na ampliação da cobertura em regiões fora dos grandes centros urbanos. Nessas localidades, o crescimento tem sido superior à média da vertical. O executivo da empresa ressalta que a expansão não visa concentrar a demanda em poucos players. “Queremos levar demanda digital e ultraconveniência à farmácia que já está no bairro e no interior, inclusive onde ela não teria escala para construir aplicativo, base de clientes e malha de entrega por conta própria”.

Para os pequenos e médios varejistas, a proposta é particularmente atrativa, oferecendo acesso a uma base de cerca de 65 milhões de usuários ativos, uma malha com mais de 600 mil entregadores parceiros e o Clube iFood, com mais de 15 milhões de assinantes. Essa infraestrutura robusta permite que essas farmácias acessem o mercado digital sem a necessidade de grandes investimentos próprios.

Demanda por conveniência e urgência

O crescimento expressivo do canal farmácia no iFood reflete uma demanda específica do consumidor. Blumenthal observa que boa parte dos pedidos surge de ocasiões em que o consumidor dificilmente sairia de casa, como situações de urgência, durante a madrugada ou no cuidado de alguém doente. “É uma ocasião de consumo que a farmácia parceira passa a conseguir atender, e não apenas uma venda que mudou de canal”, pondera.

Embora a plataforma não divulgue um ranking dos produtos mais vendidos, devido à sensibilidade dos dados de saúde e hábitos de consumo, o iFood informa que o sortimento disponível segue estritamente as categorias permitidas pela regulação para venda remota. A demanda é fortemente marcada pela necessidade de conveniência e urgência.

Um exemplo prático ilustra essa dinâmica. “Uma mãe ou um pai com uma criança com febre à uma da manhã, que precisa de um antitérmico e não tem como sair de casa. A farmácia parceira aberta naquele horário, licenciada e com farmacêutico responsável, consegue atender esse pedido em poucos minutos”, detalha o executivo. Essa ultraconveniência é viabilizada pelas milhares de lojas já estabelecidas no Brasil.

Importância estratégica e requisitos de adesão

A vertical de farmácia tem se tornado relevante para o iFood, recebendo investimento e atenção estratégica crescentes devido ao seu potencial. A combinação de frequência de compra, recorrência e necessidade genuína se alinha bem com o ativo logístico e a base de usuários da plataforma.

Para as farmácias interessadas em aderir ao iFood, o processo de homologação é rigoroso, mas eficiente, dada a alta regulamentação do setor de saúde. A tecnologia simplifica o caminho, mas não flexibiliza os requisitos. Os principais critérios para operar na plataforma incluem:

  • Licenciamento sanitário vigente e regularidade junto aos órgãos competentes.
  • Responsável técnico farmacêutico habilitado e inscrito no CRF, presente durante o funcionamento da loja.
  • Regularidade cadastral e fiscal, com CNPJ ativo, dados do responsável legal e conta bancária vinculada ao CNPJ.
  • Configuração de catálogo no portal de parceiros, restrita às categorias permitidas para venda remota.
  • Adesão aos processos operacionais de manuseio, embalagem e transporte, com treinamento específico para os entregadores parceiros.

O iFood mantém a segregação dos pedidos de farmácia e oferece rastreabilidade ponta a ponta, desde o aceite do pedido até a entrega. Isso assegura que o produto saia de um estabelecimento autorizado, sob a responsabilidade de um farmacêutico, com integridade e rastreabilidade até o consumidor final.

Fonte: https://guiadafarmacia.com.br/ifood-impulsiona-digitalizacao-e-registra-alta-de-73-em-pedidos-de-farmacia/

Categorias