A Dasa quer “uma dose” do mercado de R$ 18 bilhões das canetas emagrecedoras
Com 6 milhões de brasileiros usando medicamentos para perder peso, companhia de medicina diagnóstica cria o “pacote GLP-1” que reúne análises clínicas, imagens e genômica em uma nova frente de negócios.
A popularização das canetas emagrecedoras abriu uma avenida de crescimento que começa nas farmacêuticas, atravessa as redes de drogarias e já chegou aos laboratórios de medicina diagnóstica.
A Dasa decidiu ocupar esse espaço com a criação de uma frente dedicada à obesidade e às condições cardiometabólicas. A companhia reuniu exames laboratoriais, de imagem e genômicos em pacotes voltados tanto a quem utiliza medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro quanto a pacientes que ainda não iniciaram o tratamento.
“Hoje, a Dasa realiza mais de 450 milhões de exames por ano. Isso nos permite acompanhar melhor essas mudanças nas necessidades da população. Foi o que nos levou a reunir análises clínicas, imagem e genômica em uma frente única, voltada à avaliação da obesidade, do diabetes e das doenças cardiovasculares”, diz Rafael Lucchesi, CEO da Dasa, ao NeoFeed.
A aposta tem como ponto de partida um mercado de 6 milhões de usuários no Brasil, o equivalente a quase 3% da população. E esse contingente tende a crescer com a chegada de novos fabricantes e de medicamentos mais baratos após o fim da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, no País.
A Anvisa aprovou em 2026 uma série de novas canetas para o tratamento de diabetes e obesidade, ampliando a competição com a Novo Nordisk e a Eli Lilly. Em julho, a agência anunciou de uma só vez o registro de cinco novas marcas de semaglutida. Em setembro, autorizou também versões genéricas das canetas produzidas pela EMS. A farmacêutica foi a primeira a lançar um medicamento nacional, o Ozivy.