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Remédio para dor de estômago: o que tomar e quais as diferenças?

Dor de estômago é quando ela fica no quadrante superior direito da barriga, meio que ali para o centro, e normalmente se parece com uma queimação. E quando isso acontece, é normal recorrermos a remédios contra dores estomacais.

Inúmeras situações podem causar a chamada dispepsia, ou dor de estômago. A mais famosa é a gastrite, que tem uma série de remédios próprios para tratá-la. Mas qualquer outro fator que aumente a acidez da região pode causar esse mal-estar, inclusive refluxo gastroesofágico, gases, má digestão ou até uma úlcera.

Por isso mesmo, se o sintoma é recorrente, o ideal é evitar a automedicação e buscar um médico. Muitos dos medicamentos para dor de estômago só reduzem a acidez mascarando o problema real, que precisa ser tratado adequadamente. Além disso, dependendo da causa, alguns medicamentos podem piorar o sintoma.

Por fim, você pode estar se expondo a alteração da microbiota gastrointestinal (disbiose) e redução no perfil de nutrientes, como vitamina B12 e ferro. Alerta dado, confira alguns dos medicamentos mais usados a seguir:

Principais remédios para dor de estômago

Antiácidos

Os antiácidos contêm sais básicos (íons), que interagem e neutralizam o ácido do estômago ao entrar em contato com ele, reduzindo a sensação ruim. Normalmente, eles são indicados quando há azia, queimação e esofagite de refluxo.

Normalmente, o hidróxido de alumínio pode causar prisão de ventre, já a interação do leite de magnésia costuma formar um composto que age como laxante, por isso pode ajudar quando há constipação e gases. Outro ponto importante sobre os antiácidos, é que eles podem influir na absorção de outros medicamentos, por isso é importante ter cuidado.

Inibidores de bombas de prótons

É a família dos prazol: omeprazol, pantoprazol e cia. São medicamentos que agem reduzindo a quantidade de ácido no estômago, por isso podem ajudar em casos como gastrite, refluxo gastroesofágico, úlceras de estômago e intestino delgado e inflamação do esôfago.

No entanto, é preciso tomar cuidado, principalmente com a automedicação, já que esses medicamentos podem ter efeitos colaterais como dor de cabeça, diarreia, constipação, náuseas, vômitos e dor abdominal. Além disso, eles estão relacionados à redução da absorção de nutrientes como ferro e vitamina B12 e são contraindicados a quem tem doença de Chron (entre outros problemas intestinais) e câncer de estômago.

Antagonistas do receptor de histamina-2 (H2)

Esse grupo também reduz a quantidade de ácido produzido pelo estômago, o que pode ajudar a reduzir a dor na região. Essa classe inclui a cimetidina (hoje muito menos utilizada, por ter muitas interações medicamentosas), ranitidina e famotidina. Suas contraindicações são muito semelhantes aos inibidores das bombas de prótons.

Domperidona

Esse medicamento é um pró-cinético, ou seja, ajuda a incentivar os movimentos peristálticos, aqueles que fazem com que o bolo alimentar atravesse todo nosso sistema digestivo. Quando a pessoa tem uma
dispepsia funcional que normalmente ocorre depois das refeições, ela pode ajudar, pois fará com que o estômago se esvazie mais rápido, reduzindo o desconforto.

Simeticona

Muitas vezes as dores abdominais próximas ao estômago podem ser causadas por gases, até mesmo em casos de azia. Nesses momentos a simeticona é uma coadjuvante, ajudando a reduzir essa sensação e reduzindo os gases.

Antibióticos e probióticos

Muitas vezes a dispepsia tem relação com a bactéria H. pylori (que pode ou não envolver gastrite) e é preciso fazer sua erradicação, usando antibióticos em associação com outros medicamentos, a depender do esquema. Depois disso, os probióticos entram na reposição de bactérias boas, já que são microrganismos vivos que em doses e quantidades viáveis desempenham função benéfica ao organismo.

Cuidados caseiros e alimentação para dor de estômago

Existem alguns alimentos que são aliados do estômago, atuando para reduzir sua acidez, como:

  • Boldo
  • Couve
  • Aveia
  • Maçã

No entanto, não há comprovação científica que eles de fato ajudem na crise de dor de estômago, apenas são benéficos para evitá-las no dia a dia. Além disso, vale a pena sempre evitar itens como:

  • Café
  • Álcool
  • Alimentos muito condimentados
  • Ultraprocessados
  • Bebidas com gás

Há ainda alguns hábitos que evitam as dores no estômago e o acúmulo de gases como:

  • Preferir refeições menores
  • Evitar comer até sentir-se estufado
  • Mater-se ereto depois de comer

Com esses cuidados em casa, é possível tentar evitar dores de estômago. Mas, caso elas surjam, sempre busque um médico para entender se não há nada de grave por trás delas e tratar corretamente.

Fontes: Maria Fernanda Barros de Oliveira Brandão, farmacêutica do CIM do CRF-BA (Centro de Informação sobre Medicamento do Conselho Regional de Farmácia da Bahia); Max Viana, farmacêutico, professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e docente dos cursos Cuidado Farmacêutico e Prescrever do CFF (Conselho Federal de Farmácia); e Rogério Alves, médico gastro-hepatologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

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