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Médicos podem fazer autoprescrição de medicamentos?

Médicos, assim como qualquer outra pessoa, também ficam doentes. Entretanto, o conhecimento desses profissionais faz com que, em muitos casos, eles saibam exatamente quais remédios precisam tomar para ficar bem.

E aí, a pergunta que fica no ar é: eles podem mesmo se automedicar?

Autoprescrição é permitida?

Para quem tem essa curiosidade, o Conselho Federal de Medicina não faz nenhuma proibição no que diz respeito à autoprescrição. Dessa forma, se esse profissional não está bem, é possível que ele faça uma receita em nome próprio com os medicamentos que precisa e os adquira normalmente na farmácia. 

“Não há no Código de Ética Médica proibição expressa para eventuais autoprescrições de médicos ou atendimento a descendente e ascendente diretos. O bom-senso deve nortear esses atos, de maneira a garantir a isenção do atendimento”, informa o Parecer CFM n.º 01/2014.

Mesmo com a possibilidade da autoprescrição, é importante lembrar que as receitas não podem incluir nenhum tipo de substância entorpecente ou psicotrópicos na relação de medicamentos.

Além disso, outro ponto importante está na especialização do médico. Não há nada de errado, por exemplo, em um clínico geral autoprescrever um antibiótico para tratar uma dor de garganta – mas caso precise de algo para o coração, o melhor seria procurar ajuda de um colega cardiologista.

E sobre pedidos de exame?

Se por um lado do Conselho Federal de Medicina não faz ressalvas no que diz respeito à autoprescrição, o mesmo não pode ser dito sobre pedidos de exames. Apesar de não ser uma prática proibida, o Código de Ética dos médicos não encoraja os profissionais a tomarem essas ações. 

Tanto no caso da prescrição de medicamentos quanto nos pedidos de exames, o mais indicado é procurar ajuda com outro colega de profissão. Essa troca de informações entre profissionais é benéfica e evita o “prejuízo a um julgamento isento de seu estado de saúde e, consequentemente, prejuízo a tomada de decisão mais correta”.

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