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Novo Nordisk reduz preços do Ozempic e Wegovy após lançamento do Mounjaro

Corte anunciado pela farmacêutica dinamarquesa tenta frear falsificação e ampliar acesso em meio à pressão de novos concorrentes, como o Mounjaro, da Eli Lilly

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk decidiu reduzir os preços do Ozempic e Wegovy no Brasil. Os medicamentos à base de semaglutida terão cortes de até 282 reais por caixa, dependendo da dosagem e do canal de venda. O anúncio ocorre em meio à disputa acirrada no mercado de medicamentos para obesidade e diabetes, pouco tempo após a chegada do Mounjaro, da americana Eli Lilly, ao país.

Com a movimentação, a Novo Nordisk tenta manter sua liderança no segmento de controle de peso e diabetes. A empresa afirma que, por ora, não há previsão de novos cortes, mas sinaliza que está atenta à dinâmica do setor e à entrada de novos concorrentes.

A companhia atribui a decisão ao aumento da capacidade produtiva e à normalização do abastecimento nacional.

“O aumento da capacidade produtiva estabilizou a disponibilidade dos produtos, e decidimos agir para combater a venda de produtos irregulares”, afirma Sandy Lourenço, vice-presidente de marketing cardiometabólico da companhia. “Com a diminuição de preços, esperamos que mais pessoas tenham acesso a tratamentos inovadores.”

Em abril, a companhia anunciou um investimento de 6,4 bilhões de reais para expandir sua fábrica em Montes Claros (MG), onde passará a produzir os próprios medicamentos à base de semaglutida a partir de 2028.

Novos preços sugeridos para Ozempic e Wegovy (por caixa)

Confira a seguir os novos preços dos medicamentos anunciados pela farmacêutica:

Farmacêutica bilionária sob pressão

O sucesso dos medicamentos para diabetes e perda de peso transformou a Novo Nordisk em uma das empresas mais valiosas da Europa. Avaliada em mais de 240 bilhões de dólares, a farmacêutica viu as vendas do Wegovy crescerem 79% no terceiro trimestre, gerando 2,3 bilhões de dólares em receita.

Mas o cenário já não é tão favorável. O aumento da concorrência fez as ações da companhia despencarem. Em 12 meses, o valor de mercado caiu quase 50%. A partir de 2026, a empresa enfrentará um novo desafio: o fim da patente do Ozempic, o que deve abrir caminho para versões genéricas e pressionar ainda mais os preços.

A Eli Lilly iniciou a comercialização do Mounjaro, sua aposta para o tratamento do diabetes tipo 2, com preços a partir de 1.400 reais por mês para pacientes inscritos em seu programa de suporte. Fora do programa, o custo pode chegar a 2.384 reais, dependendo da dosagem e do canal de venda.

Além do preço competitivo, o Mounjaro representa uma nova classe terapêutica. É o primeiro medicamento aprovado no Brasil que atua simultaneamente nos receptores GIP e GLP-1, hormônios ligados à regulação do apetite, controle da glicemia e perda de peso. A combinação, segundo estudos clínicos, mostrou-se superior à semaglutida (base do Ozempic) na redução de hemoglobina glicada e peso corporal.

Diante desse cenário (que não se limita ao mercado brasileiro) a Novo Nordisk decidiu trocar sua liderança global. Lars Fruergaard Jørgensen, que estava na companhia desde 1991 e ocupava o cargo de CEO desde 2017, foi demitido. A mudança marca uma inflexão no comando da farmacêutica, que enfrenta a maior transformação de sua história recente.

Fonte: https://exame.com/negocios/novo-nordisk-reduz-precos-do-ozempic-e-wegovy-apos-avanco-do-mounjaro/









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